Os 8 erros mais comuns no P.E.I.M.

O P.E.I.M. (Procedimento Estético Injetável para Microvasos) é uma técnica amplamente utilizada para o tratamento de microvasos e telangiectasias nos membros inferiores. Apesar de ser considerado um procedimento seguro quando bem indicado e corretamente executado, erros técnicos e de conduta ainda são comuns na prática clínica — e podem comprometer tanto os resultados estéticos quanto a segurança do paciente. A seguir, listamos os 8 erros mais frequentes no P.E.I.M., para que profissionais da área estética e da saúde possam evitá-los e elevar o padrão de seus atendimentos.

ESTÉTICA

Dra. Maria Luiza Barros

1/20/20265 min read

Se você está começando no P.E.I.M. ou quer elevar a qualidade dos seus atendimentos e resultados, esse artigo é para você. Muitos se enganam e subestimam o procedimento. Aparentemente simples, é uma técnica cheia de nuances e detalhes clínicos importantíssimos que garantem o resultado e evitam intercorrências desnecessárias. Dominar esses pontos é o que separa de um atendimento mediano de um resultado seguro, previsível e impecável.

Vamos aos 8 erros mais comuns e como evitá-los!!

1. Avaliação errada do paciente

Um dos erros mais graves é iniciar o P.E.I.M. sem uma avaliação clínica detalhada. Nem todo vaso visível é elegível para o procedimento. Ignorar fatores como histórico de trombose, insuficiência venosa crônica, doenças sistêmicas, uso de anticoncepcionais ou gravidez pode gerar complicações importantes.

A anamnese bem feita é essencial para garantir resultados e prevenir intercorrências. A investigação sobre alergias, susceptibilidade a hiperpigmentação, distúrbios de coagulações, vasculite, uso de contraceptivos, reposição hormonal, gravidez, antibióticos (minociclina) e pacientes com distúrbios do metabolismo do ferro é importante. Para essas condições não é indicado o P.E.I.M., de forma a impedir o uso deste procedimento ou resultar em efeitos indesejáveis, ou seja, tem-se que anamnese é uma ferramenta importante para o melhor prognóstico. Pacientes diabéticos, por exemplo, têm que estarem com suas taxas bioquímicas controladas para poderem realizar o procedimento.

Dica profissional: realize anamnese completa, exame físico cuidadoso e, quando necessário, encaminhe para avaliação vascular.

2. Não avaliar corretamente o tipo de vaso

Não é qualquer tipo de vaso que é tratado pelo P.E.I.M.. Vasos muito calibrosos ou nutridores não são ideais.

Dica profissional: crie um formulário de atendimento tomando notas de todos os detalhes clínicos importantes do paciente, realizando a anamnese completa, exame físico cuidadoso e, quando necessário, encaminhar para avaliação vascular.

3. Técnica de punção inadequada

Punções muito profundas atingem o tecido subcutâneo, já superficial demais dificulta a ação do agente. Punções fora do trajeto do vaso ou com angulação incorreta também reduzem a eficácia do procedimento e aumentam o risco de extravasamento da substância. Esse erro está diretamente ligado à falta de prática supervisionada.

Outro problema é pôr uma pressão inadequada ao injetar a substância, pois aumenta o risco de extravasamento e inflamação desnecessária. Já a pressão baixa causa um efeito insuficiente.

Dica profissional: domine a anatomia vascular superficial e treine exaustivamente a técnica antes de atuar de forma independente.

4. Quantidade inadequada de produto

Mais não é melhor. Injetar grandes volumes em um único microvaso pode causar dor intensa, inflamação local e escurecimento da pele. O P.E.I.M. exige precisão e parcimônia. Pequenos volumes, aplicados de forma gradual, geram melhores resultados e menos efeitos adversos.

Dica profissional: utilize volumes pequenos e estratégicos, seguindo a lógica hemodinâmica da técnica.

5. Tratar grande quantidade de vasos em uma única sessão

O excesso de áreas tratadas em uma única sessão aumenta o risco de inflamação sistêmica, hiperpigmentação e desconforto significativo para o paciente.

Dica profissional: respeite limites técnicos e divida o tratamento em sessões.

6. Não respeitar o tempo entre as sessões

Muitos repetem a sessão cedo demais, causando irritação e prejudicando o resultado.

Dica profissional: respeite o intervalo ideal para regeneração tecidual.

Conclusão

Dominar o P.E.I.M. exige técnica, prática e segurança. Profissionais que evitam erros conseguem resultados mais previsíveis e pacientes mais satisfeitos. Busque sempre a excelência, a competência e a perfeição no que faz!!

Referências:

  • Weiss et al. Sclerotherapy: treatment of varicose and telangiectatic leg veins. 6. ed. Philadelphia: Elsevier Saunders, 2012.

  • GILBERT e PARTSCH. Atlas of phlebology and venous disorders. London: Springer, 2014.

  • Neca et al. O tratamento de microvasos através da aplicação de glicose hipertônica, 2022.

  • Queiroz e Serpa. Procedimentos estéticos injetáveis para microvasos-PEIM, 2023. 

O que é o P.E.I.M.?

P.E.I.M. é a sigla que significa Procedimento Estético Injetável para Microvaso. É utilizado para tratar aqueles vasinhos tão indesejáveis, os microvasos e telangiectasias (quadro 01) por meio da administração de uma substância esclerosante, a glicose hipertônica a 50% ou 75% na quantidade máxima de 10 mL por sessão. A quantidade de sessões varia por paciente com intervalo aproximado de 15 dias entre as sessões.

Tanto uma como a outra são eficazes como substâncias esclerosantes, sendo que a de menor concentração (50%) é necessário mais aplicações para obtenção dos mesmos resultados em comparação com a de maior concentração (75%). A glicose hipertônica causa desnaturação da membrana celular e destruição da camada endotelial, levando à deposição de fibrina no interior e ao redor da parede venosa, fibrose do vaso e, por fim, ao seu desaparecimento. É bem aceito por ser minimamente invasivo, com custo baixo e não apresentar muitos riscos ao paciente.

Quadro 01. Diferenças entre microvasos e telangiectasias.

7. Desconsiderar os cuidados pós-procedimento

Muitos profissionais falham ao não orientar adequadamente o paciente sobre o pós-procedimento. Exposição solar, exercícios intensos e ausência de compressão podem prejudicar o resultado final.

Orientações básicas incluem:

  • Evitar sol por pelo menos 7 dias

  • Usar meias de compressão, quando indicado

  • Não realizar atividade física intensa nas primeiras 24–48 horas

Dica profissional: instrua e se certifique que o paciente compreendeu todas as orientações. Acompanhe-o na execução desses pós-procedimentos para garantir um resultado satisfatório. Podes preparar um guia escrito para que ele possa levar para casa e realizar os cuidados.

8. Falta de capacitação e atualização profissional

Talvez o erro mais comum — e mais perigoso — seja realizar o P.E.I.M. sem capacitação adequada. O procedimento exige conhecimento técnico, prática supervisionada e atualização constante. Investir em cursos específicos, com abordagem teórica e prática, não é um diferencial: é uma obrigação ética.

Assim sendo, é de grande relevância e compromisso aprender esse procedimento,  estudando e realizando mentorias e cursos que irão te proporcionar todo o conhecimento necessário para realizar esse procedimento, com qualidade e segurança.

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