
Citologia Clínica da Tireoide
Descubra condições benignas e malignas da tireóide
Citologia Clínica da Tireoide
Na maior parte dos pacientes o câncer é assintomático, o que dificulta a sua identificação e diagnóstico das neoplasias, diminuindo as chances de conclusões mais positivas na evolução das patologias. O câncer é comumente apresentado como nódulo que é percebido por apalpação ou ultrassonografia. Por este método ser de fácil execução, baixo custo, alta sensibilidade, não requisitar cuidados pré-procedimento e de não ocasionar riscos para o paciente, é o método de rastreio mais comumente utilizado para avaliação dos nódulos tireoidianos. As características sonográficas desses nódulos devem ser reportadas de acordo com as normas do American College of Radiology Thyroid Imaging Reporting and Data System (ACR TI-RADS). São estes resultados que direcionam para a realização da punção aspirativa por agulha fina (PAAF) e da citologia para definição de benignidade ou malignidade da amostra.
A citologia clínica de amostras de PAAF da tireóide é o procedimento de escolha na avaliação dos nódulos tireoidianos suspeitos. Trata-se de um método efetivo na identificação de pacientes candidatos à cirurgia com suspeita de presença de malignidade. O resultado da análise citopatológica da punção é classificada de acordo com o sistema BETHESDA (como pode ser visto no quadro ao lado). Diante desses achados, na presença de câncer ou suspeita de câncer é indicada cirurgia terapêutica ou diagnóstica.
Desse modo, pode-se notar como a análise citológica da tireóide é de essencial importância para investigação de nódulos ou disfunções no órgão para o diagnóstico de condições pré-malignas, malignas, ou até mesmo excluir tais conclusões a favor da benignidade. A obtenção da informação laboratorial de qualidade é decisiva quanto ao direcionamento e escolha da conduta terapêutica apropriada para cada paciente.
No Centro de Saúde Rego Barros o profissional responsável pelos exames citopatológicos da tireóide é o Dr. Marconi Rego Barros Jr., biomédico citopatologista especializado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
A tireoide é uma glândula em forma de borboleta localizada anteriormente no pescoço, em frente à traquéia. Esse órgão desempenha papel essencial para o controle do metabolismo corporal por meio da produção de dois hormônios importantíssimos: o T3 (triiodotironina), o T4 (tiroxina) e a calcitonina.
Esta glândula pode ser acometida por processos benignos e malignos, sendo estes últimos mais graves e que podem levar o paciente ao óbito. Entre estes processos malignos, o mais comum é o câncer papilífero, um câncer do tipo diferenciado, ocorrendo em 6-8 dos 10 casos de câncer de tireóide. Em seguida vem o câncer do tipo folicular (entre 15% e 20% dos casos), e o de células de Hürthle. Os classificados como pouco diferenciados ou indiferenciados, as formas mais graves, são os menos comuns, sendo frequente em cerca de 10% dos casos cada um.
Dados de 2023 revelam que o câncer de tireóide - sem considerar o câncer de pele não-melanoma - é o terceiro mais frequente em mulheres das regiões sudeste e nordeste. Esse tipo de câncer é mais frequente nelas do que neles, acometendo cerca de 5x mais o sexo feminino do que o masculino.



