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Citologia Clínica Cervical

Previna-se contra um dos cânceres mais comuns do Brasil

Citologia Clínica Cervicovaginal

A mortalidade por câncer do colo do útero varia de duas mortes por 100.000 mulheres no Canadá a 19 mortes por 100.000 no Paraguai e também é a principal causa de mortes por câncer em mulheres na Bolívia, Belize, Honduras, Nicarágua e Paraguai. Em comparação com a taxa de mortalidade na América do Norte (2,1 mortes por 100.000), a mortalidade é três vezes maior na América Central (6,8 mortes por 100.000) e aproximadamente quatro vezes maior na América do Sul (7,8 mortes por 100.000) e no Caribe (8,2 mortes por 100.000) (Organização Pan-Americana da Saúde, 2022).

O câncer do colo do útero (também chamado de câncer cervical) é um problema de saúde pública no Brasil. Excetuando-se o câncer de pele não melanoma, ocupa o terceira posição entre os tumores malignos mais incidente entre as mulheres, ficando atrás somente do câncer de mama e colorretal.

Para cada ano do triênio 2023-2025 estimou-se o surgimento de 17.010 casos novos, o que representa uma taxa bruta de incidência de 15,38 casos a cada 100 mil mulheres. Entre as regiões do país, o câncer do colo do útero é o segundo mais incidente nas Regiões Norte (20,48/100 mil) e Nordeste (17,59/100 mil) e o terceiro na Centro-Oeste (16,66/100 mil). Já a Região Sul (14,55/100 mil) ocupa a quarta posição e, a Região Sudeste (12,93/100 mil), a quinta posição (INCA, 2022). Quanto a mortalidade, o número também é preocupante, alcançando a taxa de 4,60 mortes/100 mil mulheres sendo a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil (INCA, 2020).

Nesse contexto, o exame citológico ou exame de Papanicolau é essencial para prevenção do câncer cervical, sendo o método padrão ouro para seu rastreio devido sua alta viabilidade e eficiência na detecção de lesões precursoras e malignas. Esse exame é indicado anualmente para mulheres entre 25 e 64 anos, ou uma vez a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos normais (INCA, 2016; 2021).

Observa-se que a incidência e mortalidades apresentam números significativamente maiores nos países em desenvolvimento do que nos países desenvolvidos. A incidência na América do Sul e Caribe é três vezes maior do que na América do Norte por exemplo, perfazendo 80% dos casos. Para o ano de 2030, a organização mundial de saúde (OMS) estima que haverá 27 milhões de casos novos, sendo apontado maiores índices de mortalidade para países em desenvolvimento.

Esses números evidenciam a crucial importância do exame citológico e como sua aplicação com ampla segura impacta diretamente no cuidado da saúde da mulher e consequente melhoria nos dados epidemiológicos. Ao contrário dos países desenvolvidos da América do Norte, os da América Latina não conseguiram aplicar programas organizados de rastreamento e tratamento para o câncer de colo de útero.

Desse modo, a ampliação da cobertura desse exame é de fundamental valor e necessidade. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que seja possível reduzir em média 60 a 90% da incidência de câncer invasivo de cérvice com uma cobertura da população-alvo em torno de 80 a 100% pelo exame citológico, juntamente com uma rede organizada para diagnóstico e seguimentos adequados (OMS, 2002). É evidente que a aplicação desse exame é fundamental para que as taxas de incidência e mortalidade se reduzam de maneira significativa e sólida e para que a população feminina possa estar melhor protegida e cuidada pelo Estado, evitando assim sequelas sociais e financeiras importantes para sociedade brasileira.

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